segunda-feira, 20 de junho de 2016

A solução está contida no problema.



Não sei onde ouvi isso, mas faz sentido. Quando consigo me distanciar das situações - escrevendo - sou capaz de refletir com mais clareza. Posso olhar nos olhos do abismo. Encarar com mais frieza os meus monstros. Isso torna mais fácil pedir-lhes explicações. Ei, você aí, em letras e palavras pulando na tela que agora leio, porque tanto me afliges? 

Mas para que toda essa coragem surja em mim preciso já ter alcançado o fundo do poço, o beco sem saída, o mundo sem evasão possível. Só assim surge a mola de que tanto falo, instalada lá no fundo do meu abismo interior. Só assim posso voltar à superfície. O restante é pura distração.

Não é preciso pressa. É preciso calma. Mas especialmente humildade para encarar o que há de pior em mim. As respostas vão surgindo, pouco a pouco. Vou limpando os porões do meu íntimo, descartando aquilo que não serve mais, recolhendo meus pedaços e despachando aquilo que não me pertence. Dessa forma sempre me refaço, porque no final das contas, neste mundo só não há solução é para morte!

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