terça-feira, 15 de novembro de 2016

Yoga

Sempre que termina uma aula de yoga, vou embora me sentindo mais leve, menos tensa e com uma suave sensação de paz, de coração tranquilo. É como se eu deixasse meus monstros lá naquela sala. Cada vez que sinto o peso do meu corpo, meus pés se ancorando no chão como raízes, é como se houvesse uma troca de energia, é como se eu trocasse com o solo os meus monstros por uma sensação de estabilidade, equilíbrio, completude. Volto me sentindo inteira, completa e pertencente a mim novamente. 

É difícil explicar tudo o que eu sinto nas práticas do yoga. É um momento de silêncio, onde eu experimento o vazio, o nada e o tudo ao mesmo tempo. Às vezes acontecem flashes de sensação de vácuo, de não existência, onde o limite entre o eu e todo o resto se dissolvem. É como se descolar do corpo, do mundo, da matéria. É libertador e assustador ao mesmo tempo. Assustador porque pensei que não era capaz de alcançar qualquer estado desse tipo, aliás, até duvidava se isso era mesmo possível. Eu não sei explicar. Se é imaginação, então posso dizer que minha imaginação tem poderes além do que eu supunha. 

Eu que tantas vezes me sinto desconfortável nesse mundo. Inquieta, deslocada. A yoga e a meditação me fazem encontrar um espaço de paz dentro de mim mesma, por algum momento. Algo como uma reconciliação entre mente e corpo.

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