Preciso escrever sobre tantas coisas que mal sei por onde começar. Da última vez que me veio uma inspiração, a emoção do acontecimento repentino (vide post abaixo) se tornou urgente de ser expressada, deixando para depois um assunto tão importante do qual já nem me lembro...
Eu escrevo por necessidade. Não é simplesmente uma escolha, um hobby, apesar de me satisfazer bastante. Escrevo porque preciso elaborar as emoções que o cotidiano e minha sensibilidade à flor da pele vai registrando ao longo dos dias. A vida é dinâmica e se deixo de refletir e elaborar algum sentimento, outro logo virá e depois outro e quando der por mim, terei novamente uma bola de neve de confusão mental sem explicação.
Não escrever é não organizar as ideias, não separar o que é válido e o que pode ser descartado. É como deixar de por o lixo para fora, sabe? É como largar tudo jogado na sala, ao invés de guardar cada coisa no seu lugar. A bagunça se mistura com o lixo e em certo tempo o ambiente fica inóspito. E eu já estou craque em perceber quando minha mente está neste estado: basta observar o meu sono e a forma como eu durmo. Eu sei que este assunto daria tema para outro post, mas já que cá estamos, que mal faz...
Me vejo dormindo mal nas últimas semanas. Observando meu sono percebo que tenho dificuldades para relaxar porque minha mente está cheia de preocupações pipocando na caixola. Tenho um sono cheio de delírios, sonhos, pesadelos, mas de tal forma que nem consigo identificar se estava dormindo ou pensando ou pensando dormindo... sei lá! Só sei que acordo cansada e dolorida. Para saber o que me causa essa inquietação insone é só observar os pensamentos mais recorrentes... e isso já me fornece inspiração para o próximo texto!
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