"Alguns eventos foram me fragilizando... golpe atrás de golpe, foram diminuindo minha auto-confiança, minha autoestima e meu otimismo sobre a vida...
(...)
Já nem penso mais nessa pessoa, mas os sentimentos que ela despertou continuam em mim. Esse é difícil de explicar, porque não é algo relacionado a pessoa como raiva, ódio, ressentimento, não é isso. Ela me fez perder a fé nas pessoas. Ela me fez acreditar no mal. No mal que as pessoas portam em si. (...) Antes dela eu tinha uma sensação boa em relação às pessoas, porque encontrei no meu caminho muitas que me fizeram o bem. Eu acreditava em anjos em forma de gente! Ao ver como ela fez despertar o mal em alguns, percebi a fraqueza de caráter de muitos! Perdi um pouco a referência. Sinto como se ninguém tivesse uma ética ou um caráter inabalável. Desencantei, passei a criar uma expectativa negativa pelas pessoas. E outro ponto que também compete a ela... ela foi tão ditadora que me emudeceu. Eu era quem mais questionava, opinava, dava ideias. Eu tinha a confiança do grupo, criei uma identidade na escola. Isso foi aos poucos destruído. Ela me calou. Diante de tantas perseguições, entendi que o melhor era ficar quieta. E isso ficou entalado, mas me resignei - o que foi tirando a minha altivez, minha auto-confiança, a liberdade de ser eu mesma. (...) Me senti humilhada naquele lugar. Saí de lá aliviada, mas despedaçada."
Lendo essas palavras, também retiradas da minha agenda, fica mais claro tudo o que rolou neste ano de 2016.
Eu já cheguei na nova escola fragilizada e sem fé nas pessoas. E a tal simplesmente correspondeu aos meus sentimentos: ambiente carregado e pessoas estagnadas. E eu, tal como uma esponja, absorvi tudo. Até porque, já estava frágil. Tudo isso ficou tão denso dentro de mim que, sem uma válvula de escape, surtei simplesmente. Ansiedade, enxaquecas, labirintite, crises de pânico. O que adoecia era minha alma.
Nos últimos dias, diante da fala da diretora que se disse surpresa com a minha revira-volta, com o meu retorno à escola e minha nova postura, me pus a pensar o que me fortaleceu dessa forma, a ponto de eu voltar mais forte e trabalhar até o último dia.
Bem, de fato, eu fui em busca de reunir os meus cacos que ficaram pelo caminho. Eu sabia que precisava me reerguer, porque para além disso, não me restava mais nada. E nesta busca, quase sem querer, embarquei numa jornada de autoconhecimento e autodescoberta.
Dentre tantas coisas, a meditação em conjunto com o ioga, foi o que, aos poucos, me trouxeram de volta ao equilíbrio. O ioga funciona como um descarregar de energias. Toda a energia densa que vou captando dos ambientes e das pessoas vão sendo descarregadas durante a aula. Saio de lá me sentindo leve e ligeiramente alegre. A meditação me reenergiza. Ela potencializa minha energia interior que se expande. Os momentos de lucidez durante as práticas me revelam muitas coisas a respeito de mim mesma. Além disso, resgatei minha principal válvula de escape, a minha evasão possível num mundo sem evasão - a escrita e a nova versão do metamorfose. E também resgatei a música, a pintura, o desenho, a dança, as nuvens no céu e a natureza. Tudo isso me refaz. E me refizeram a ponto de eu voltar ao lugar onde me sentia tão mal, de certa forma, blindada, fortalecida.
E hoje eu posso dizer: eu nunca vi um mal fazer tão bem! Por incrível que pareça. Hoje só posso agradecer pelo ano que eu tive. Porque a oportunidade que esta escola ruim me abriu não teria acontecido num lugar bom e confortável, tenho absoluta certeza! E desta empreitada...
Dentre tantas coisas, a meditação em conjunto com o ioga, foi o que, aos poucos, me trouxeram de volta ao equilíbrio. O ioga funciona como um descarregar de energias. Toda a energia densa que vou captando dos ambientes e das pessoas vão sendo descarregadas durante a aula. Saio de lá me sentindo leve e ligeiramente alegre. A meditação me reenergiza. Ela potencializa minha energia interior que se expande. Os momentos de lucidez durante as práticas me revelam muitas coisas a respeito de mim mesma. Além disso, resgatei minha principal válvula de escape, a minha evasão possível num mundo sem evasão - a escrita e a nova versão do metamorfose. E também resgatei a música, a pintura, o desenho, a dança, as nuvens no céu e a natureza. Tudo isso me refaz. E me refizeram a ponto de eu voltar ao lugar onde me sentia tão mal, de certa forma, blindada, fortalecida.
E hoje eu posso dizer: eu nunca vi um mal fazer tão bem! Por incrível que pareça. Hoje só posso agradecer pelo ano que eu tive. Porque a oportunidade que esta escola ruim me abriu não teria acontecido num lugar bom e confortável, tenho absoluta certeza! E desta empreitada...
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei
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