segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Achados curiosos

"...É como se eu vivesse tudo aumentado. Como se cada evento eu colocasse um zoom ao senti-lo. Eu percebi desde mais nova que sou sensível. E por essa sensibilidade muitas coisas me abalam mais do que abalariam outras pessoas. Eu sinto demais. Sou à flor da pele. Como se algo que é pequeno me remetesse a algo muito maior, e sofro correspondente. É como se eu sentisse todas as pessoas em mim. Cada notícia no jornal de desgraça, de perda, de doença, de tragédia, sinto a dor das pessoas. Sinto como se fosse comigo. Incorporo em mim. Sofro junto. Não sei porque. E isso em alguns momentos da vida me abala muito, me fragiliza. Às vezes bate uma angústia, um desespero..."


"O mundo é hostil, é um caos, as pessoas estão perdidas, tudo tende a piorar, a ficar mais crítico. A vida é difícil e cruel. Ela é cruel com as pessoas. O mundo não é bom, não é gentil. A vida é uma predadora. Tudo o que sobra é a morte e depois, o nada, a inexistência. Acabou. Game over. Nada além."

"Como se tudo à minha volta exalasse o mal, o pior dos mundos, das pessoas, de tudo!"

(eu, Fevereiro, 2016)


Esses são só alguns dos trechos que achei perdidos numa agenda que já estava marcada para ir para o lixo. Eu transcrevi aqui apenas os mais suaves. Às vezes escrevo umas coisas que, passado certo tempo, me surpreendem, até me assustam. São palavras pesadas, mas carregadas de significado, se compreendido seu contexto.

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