segunda-feira, 12 de setembro de 2016

No Colo da Serra

Uma casinha qualquer
No colo da serra
Um palmo de terra
Pra se plantar

O colo de uma mulher
Uma companheira
Uma brasileira
Pra se amar

Se eu tiver que lutar
Vou é lutar por ela
Se eu tiver que morrer
Vou é morrer por ela

E se eu tiver que ser feliz
Você vai ter que ser feliz também!

Homens vieram da noite
Em gritos de guerra
Feriram a terra
O céu e o mar

Homens ficaram no chão
Mirando as estrelas
Mas sem poder vê-las
No céu brilhar

E o que mais prometer
Aos herdeiros da vida?
E que versos fazer
À mulher concebida?

E quando alguém morrer assim
Vai ser a morte para mim também!

E que versos fazer
À mulher concebida?
Se eu tiver que morrer
Vou morrer pela vida!

Se eu tiver que morrer
Vou morrer pela vida!


Vinicius de Moraes


Hoje acordei com Vinícius. Ah, Vinícius.... Te daria um beijo na boca! (beijo que, no caso, vai ao meu amado que me deu esse presente, claro)
Tem pessoas que a gente sente saudades mesmo sem tê-las conhecido. Vinícius é uma dessas pra mim. Ah, Poetinha... seu modo de cantar a vida me encanta!

E por falar em saudade, hoje acordei saudosa. Saudade de tantas pessoas que passaram pela minha vida. Quando a gente é novo acredita que aqueles amigos do colégio serão eternos, os melhores, os únicos. Apenas mais tarde é que nos damos conta das idas e vindas da vida. Ou como dizia o poeta, "a vida é a arte do encontro, ainda que haja tantos desencontros pela vida". Sou feliz pelos meus encontros, e também pelos desencontros, todos deixaram boas lembranças, saudades e certamente muita aprendizagem.



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