MEDITAÇÃO 1: antes, uma breve contextualização: quando do auge da pandemia, passei 3 meses com minha família isolada na chácara em Itanhaém. Na ocasião, eu costumava ver luzinhas coloridas piscando. Uma recorrente acontecia no quarto, à noite, quando eu ia colocar o Àlvaro pra dormir. Eu não dava muita atenção. Estava eu meditando no carro descendo para Itanhaém nesses últimos dias, me concentrando no meu estômago para ver se ajudava na dor, eis que tenho um flash, uma imagem repentina, na qual pude ver as luzes verdes, que eram, na verdade, espíritos de indígenas. Juro que eu imaginava o curupira, a cuca ou o saci pererê quando via essas luzes!
MEDITAÇÃO 2: EU meditando no alto da minha torre, me vejo de repente numa cabana. Estava tomada por uma fumaça branca. Eu estava no chão, não podia ver nada, mas sentia o cheiro do chão de barro batido sobre o qual eu me encontrava deitada. Sentia o cheiro de defumação com ervas, e ouvia murmúrios, ainda que não pudesse enxergar ninguém, sentia várias presenças à minha volta. Da fumaça branca surgiu na minha frente um grande lobo branco, ele me encarava nos olhos e eu senti um arrepio. Achei melhor retornar à segurança do meu quarto no 3° andar.
Eu tinha uma sessão on line de terapia. Eu atendi a ligação e antes que eu pudesse dar oi, Iracema me mandou sentar colocar os pés no chão respirar e voltar pra terra. Eu não sei como ela pode perceber essas coisas estampadas na minha cara.
É, eu acho que dou um pouco de trabalho pra ela... mas eu já avisei que meditação pra mim é um perigo. Mas é um excelente remédio pra ansiedade e até para o autoconhecimento! Recomendo. Tente não queimar Artemísia durante a prática hehe.
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