Depois de um longo período de emoções oscilantes, crises ansiosas e momentos de profunda melancolia, aparentemente estou mais estável e centrada nos últimos dias.
Meu sentimento de repulsa em relação ao trabalho foi bastante atenuado e minha convicção em relação aos estudos se fortaleceu. Isso depois do jogo de búzios e da conversa com o pai de santo (avô de minha afilhada) da amiga e comadre Thamires. Aliás, foi bem interessante essa conversa, e um tanto impressionante pela precisão em alguns momentos, devo confessar.
Você deve estar se perguntando.. o que te levou a buscar o jogo de búzios, Camila? Em partes, é óbvio, influência da Thamires. Iniciada no candomblé, esposa de pai de santo, minha comadre e melhor amiga. Depois, pelo meu próprio gênio: curioso e aberto às experiências que essa vida pode nos oferecer.
Mas Iracema matou a pau: você está numa busca! Sem dúvida. Ando em meio a uma busca por respostas que aplaquem minhas crises existenciais e de identidade. Ou que pelo menos possa abrandá-las.
No jogo saíram coisas que levei alguns anos de terapia para reconhecer e compreender. Coisas sutis e tão internas e só conscientes devido à terapia. No entanto, as respostas foram as mesmas. A Iracema riu. Nada de novo sobre a terra, Camila. Pelo menos ajudou a fortalecer minhas convicções que andavam bem vacilantes ultimamente.
Bem, sobre o candomblé, adoro ouvir sobre sua filosofia, sobre os orixás e também como se organiza, seus ritos, preceitos, enfim, gosto de conhecer. E tenho ótimas pessoas de quem sempre busco extrair o máximo de saberes que consigo (e posso) sobre isso. Sadé (meu compadre, pai da Zuri) e Thamires são sempre atenciosos e dispostos a conversar e me ensinar.
É importante conhecer e tirar esse véu de preconceito que reveste as religiões afro-brasileiras. Ao fim das contas, é uma religião como qualquer outra. E minha opinião a respeito disso é simples: acho interessante, bonito, fortalecedor muitas vezes, mas se é pra mim? Não... eu não me sinto cabendo em nenhuma religião, por hora. O conhecimento ainda me é mais convincente que a fé (ainda que muitas vezes parte de mim brigue com isso).
E como não poderia deixar de querer saber... qual é meu orixá afinal? hahahaha... fica para o próximo post.
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